Mobilidade da coluna e das articulações
Cuidar das espondiloartrites
vai além do controle da dor
O tratamento envolve diferentes estratégias voltadas ao controle da inflamação, preservação da funcionalidade, qualidade de vida e bem-estar físico e emocional.
Mais do que tratar sintomas, o cuidado busca ajudar cada pessoa a viver com mais autonomia, movimento e qualidade de vida.

CADA JORNADA É ÚNICA
Não existe uma única forma de viver
ou tratar as espondiloartrites!
As espondiloartrites podem se manifestar de maneiras diferentes em cada pessoa.
Sintomas, intensidade da inflamação, manifestações associadas, rotina, funcionalidade, outras condições de saúde e resposta aos tratamentos podem variar ao longo do tempo.
Por isso, o plano de cuidado deve ser individualizado.
O acompanhamento adequado pode contribuir para controlar a atividade da doença, reduzir sintomas, preservar a mobilidade e a funcionalidade e melhorar a qualidade de vida.
O melhor cuidado é aquele construído de acordo com as necessidades de cada pessoa.
O TRATAMENTO TEM DIFERENTES PILARES
Medicamentos são uma parte importante do cuidado!
O tratamento medicamentoso pode contribuir para o controle da inflamação e dos sintomas relacionados às espondiloartrites.
A escolha da terapia depende do tipo de espondiloartrite, das manifestações da doença, da atividade inflamatória, das condições clínicas do paciente e da resposta a tratamentos anteriores.
Por isso, decisões sobre medicamentos devem ser tomadas com acompanhamento especializado.
Anti-inflamatórios
Podem auxiliar no controle da dor, rigidez e inflamação em determinados pacientes. Principalmente no início da descoberta da condição.
Analgésicos
Podem ser utilizados em algumas situações para auxiliar no manejo da dor, conforme avaliação profissional. Geralmente é necessário em momento de crise.
Corticoides
Podem ser utilizados em situações específicas. A indicação, forma de uso e duração dependem da manifestação clínica e da avaliação médica.
Modificadores da doença
Alguns medicamentos podem ser utilizados quando existem manifestações articulares periféricas, dependendo da apresentação da espondiloartrite.
O tratamento não é igual para todos. A resposta e as necessidades de cada paciente precisam ser acompanhadas ao longo do tempo.
TERAPIAS-ALVO
AMPLIARAM AS POSSIBILIDADES DE TRATAMENTO
Avanços científicos transformaram
o cuidado das doenças inflamatórias.
Com o avanço do conhecimento sobre os mecanismos envolvidos na inflamação, novas terapias passaram a atuar de maneira direcionada em diferentes vias do sistema imunológico.
Entre elas estão os medicamentos imunobiológicos e outras terapias-alvo utilizadas em situações específicas.
Esses tratamentos podem contribuir para o controle da atividade da doença, redução dos sintomas, melhora da funcionalidade e qualidade de vida.
A indicação depende de avaliação individualizada, características da doença, tratamentos anteriores, condições de saúde e acompanhamento médico.

Tratamentos modernos ampliaram as possibilidades terapêuticas.
Hoje existem diferentes estratégias que podem ser consideradas ao longo da jornada de cuidado.
Nenhuma terapia deve ser iniciada, modificada ou interrompida sem orientação profissional.
MOVIMENTO TAMBÉM É TRATAMENTO.
Permanecer ativo pode fazer diferença.
A atividade física é uma parte importante do cuidado de muitas pessoas com espondiloartrites.
Quando orientada e adaptada às necessidades individuais, pode contribuir para mobilidade, força muscular, condicionamento físico, funcionalidade e bem-estar.
Alguns benefícios podem incluir.
Mais mobilidade
Movimentar o corpo regularmente pode ajudar na manutenção da amplitude dos movimentos.


Menos rigidez
A atividade física pode contribuir para reduzir a sensação de rigidez e melhorar a disposição para as atividades diárias.
Fortalecimento muscular
Músculos mais fortes ajudam na estabilidade, funcionalidade e realização das tarefas cotidianas.


Melhor condicionamento físico.
Atividades aeróbicas também podem contribuir para saúde cardiovascular e capacidade física.
Bem-estar emocional
O movimento pode trazer benefícios para humor, sono e qualidade de vida.

A escolha dos exercícios deve considerar condição clínica, capacidade funcional, preferências pessoais e orientação adequada.
Movimento não significa ultrapassar limites.
Significa encontrar maneiras seguras de manter o corpo ativo.
Movimento não significa ultrapassar limites. Significa encontrar maneiras seguras de manter o corpo ativo.
Conselho Científico INAPE

FISIOTERAPIA E FUNCIONALIDADE
Preservar o movimento também faz parte do cuidado.
Saiba mais
A fisioterapia pode contribuir para mobilidade, flexibilidade, postura, fortalecimento muscular, manejo da dor e manutenção da funcionalidade.
O plano terapêutico deve considerar as características da doença e as necessidades de cada pessoa.
Dependendo do caso, podem ser trabalhadas estratégias relacionadas a:
O objetivo não é apenas realizar exercícios.
É ajudar a preservar movimento, independência e participação na vida cotidiana.

SAÚDE MENTAL TAMBÉM FAZ PARTE DO TRATAMENTO
Viver com uma doença crônica pode afetar muito mais do que o corpo.
Dor persistente, fadiga, limitações funcionais, mudanças na rotina e incertezas sobre o futuro podem repercutir na saúde emocional.
As espondiloartrites também podem impactar trabalho, relacionamentos, autoestima, sono e participação social.
Por isso, reconhecer o impacto emocional da doença é parte importante do cuidado integral.
O acompanhamento psicológico pode contribuir para o desenvolvimento de estratégias de enfrentamento, adaptação às mudanças e fortalecimento da autonomia.

ALIMENTAÇÃO
E SAÚDE
Nutrição também faz parte do cuidado integral.
Não existe uma dieta única capaz de tratar ou curar as espondiloartrites.
Ainda assim, uma alimentação equilibrada pode contribuir para saúde geral, manutenção de um peso adequado, saúde cardiovascular, saúde óssea e qualidade de vida.
As necessidades nutricionais variam de pessoa para pessoa.
Por isso, orientações alimentares devem considerar condições clínicas, rotina, preferências, medicamentos utilizados e acompanhamento profissional individualizado.
Alimentação saudável não precisa significar restrições extremas. Cuidado também envolve equilíbrio.

SONO E
RECUPERAÇÃO
Dormir bem também importa.
Dor, rigidez e inflamação podem interferir na qualidade do sono.
Ao mesmo tempo, noites mal dormidas podem aumentar fadiga, irritabilidade e percepção da dor.
Criar uma rotina de sono, conversar com a equipe de saúde sobre dificuldades persistentes e identificar fatores que interferem no descanso também podem fazer parte do cuidado.
Descanso não é falta de produtividade. Também é uma necessidade do corpo.
O CUIDADO É MULTIDISCIPLINAR
Diferentes profissionais podem participar dessa jornada.
Dependendo das manifestações da doença e das necessidades de cada pessoa, o acompanhamento pode envolver diferentes áreas da saúde.

Reumatologista
Acompanha a atividade da doença e conduz as principais decisões relacionadas ao tratamento.

Farmacêutico
Pode orientar sobre o uso seguro de medicamentos, adesão ao tratamento e cuidados relacionados às terapias.

Educador físico
Auxilia na adaptação segura da atividade física à capacidade e aos objetivos individuais.

Fisioterapeuta
Contribui para mobilidade, funcionalidade, postura e estratégias de movimento.

Oftalmologista
Importante quando existem manifestações oculares, como uveíte.

Dermatologista
Pode acompanhar manifestações cutâneas, incluindo psoríase.

Nutricionista
Contribui para uma alimentação adequada às necessidades individuais e à saúde integral.

Psicólogo
Pode ajudar no enfrentamento dos impactos emocionais da doença crônica.

Gastroenterologista
Pode participar do acompanhamento quando existem manifestações intestinais associadas.
Cuidado integrado significa olhar para a pessoa inteira, e não apenas para uma doença.

ACOMPANHAR TAMBÉM É TRATAR
O cuidado não termina quando um medicamento é prescrito.
O tratamento das espondiloartrites costuma exigir acompanhamento ao longo do tempo.
Durante esse processo, a equipe de saúde pode avaliar:
• atividade da doença.
• intensidade dos sintomas.
• funcionalidade e mobilidade.
• resposta ao tratamento.
• possíveis efeitos adversos.
• manifestações em outros órgãos.
• impacto da doença na rotina e na qualidade de vida.
Se uma estratégia não estiver funcionando como esperado, o plano terapêutico pode precisar ser revisto.
O cuidado é um processo contínuo de avaliação, decisão e acompanhamento.

PARTICIPAR DAS DECISÕES TAMBÉM É CUIDADO
Conhecer o próprio tratamento fortalece a autonomia
Saiba mais
O paciente pode e deve participar das decisões relacionadas à própria saúde.
Perguntar, compreender as opções disponíveis e conversar sobre expectativas, benefícios, riscos e dificuldades ajuda a construir decisões compartilhadas com a equipe de saúde.
Algumas perguntas podem ajudar durante uma consulta:
Qual é o objetivo deste tratamento?
Ajuda o paciente a entender o que se espera alcançar com a terapia, como reduzir sintomas, controlar a inflamação ou preservar a funcionalidade.
Informação de qualidade permite que o paciente deixe de ser apenas receptor do cuidado e se torne participante ativo da própria jornada.
INFORMAÇÃO SEGURA IMPORTA
Nem tudo o que circula sobre tratamentos
tem respaldo científico
Promessas de cura, dietas extremamente restritivas, suplementos, interrupções de medicamentos ou tratamentos divulgados sem evidências podem colocar a saúde em risco.
Nunca interrompa ou modifique uma terapia prescrita sem conversar com a equipe responsável pelo seu acompanhamento.
Também é importante informar aos profissionais de saúde sobre medicamentos, suplementos e produtos utilizados.

Automedicação não é autonomia. Autonomia é poder decidir com informação segura.
CUIDAR É OLHAR PARA A VIDA COMO UM TODO!
Tratamento não significa apenas controlar exames ou sintomas.
Significa preservar movimento, funcionalidade, participação social, saúde emocional, vínculos, projetos e qualidade de vida.
Alguns dias podem exigir mais movimento.
Outros podem exigir adaptação e descanso.
E o paciente precisa exercer paciência consigo mesmo.
O cuidado também envolve aprender a reconhecer os sinais do próprio corpo e construir estratégias possíveis para cada fase da jornada.

VOCÊ NÃO PRECISA
FAZER ISSO SOZINHO
Conviver com uma espondiloartrite pode trazer desafios, adaptações e muitas perguntas.
Informação baseada em evidências, acompanhamento adequado e uma rede de apoio podem tornar essa trajetória mais segura e consciente.
O Instituto INAPE trabalha para ampliar o acesso à educação em saúde, fortalecer a autonomia dos pacientes e contribuir para jornadas de cuidado mais informadas.
Informação de qualidade também é cuidado.
